23 de jul de 2009

Dag Nasty - Minority Of One (2002)

o legal de ter um amigo tatuador morando na tua casa é que ao invés de ele ajudar nas contas, ele paga tudo em tatuagem. ontem foi a vez do menino de rua entrar na agulha. ele mandou dois trampos na perna e o kleber, pra variar, apavorou nas ferroadas. o tatuador/inquilino também quis agendar a minha mas eu ainda tô meio cabreiro, sei lá, disseram que essa porra aí dói e eu sou um cagão de merda.

anyway, enquanto rolava a sessão (que começou umas 23h da noite) a gente ficou conversando bastante, fumando que nem uns condenados, tomando muita coca-cola, discutindo com as vizinhas alcagüetes chegando em casa bêbadas e curtindo um som. daí tocou o "pennybridge pioneers" do millencolin. não sei direito o que tava rolando nessa hora, porque eu tava no meu quarto e com a porta fechada, mas o som eu não pude deixar de ouvir e apreciar do mesmo jeito que eu aprecio todas as vezes que eu escuto desde que ouvi o cd pela primeira vez, depois de jogar o tony hawk 2 do play 1, tá ligado?

no meio do caos sonoro (millencolin bombando, barulho da máquina de tatuagem, vizinhas cantando cássia eller e charlie brown jr e achando o máximo e gritinhos de dor de um certo coração de pão mole chamado tbmeira) eu comecei a lembrar da minha fase hardcore. ela não durou muito mas acho que foi a época mais musical da minha vida. eu ia pros lugares ouvindo e cantarolando músicas, durante as aulas ficava ouvindo o walkman mocado no canto pra professora não ver, tocava numa banda que fazia uma porrada de shows e tava sempre nos eventos da cena, que na época era bem foda. tinha banda pra caralho, muitos shows onde dava gente pra caralho e muitas bandas do caralho vieram tocar aqui em maringá.
em muitos desses gigs minha banda teve a chance de poder abrir pra bandas que a gente pagava muito pau na época e era muito da horinha. sem contar que sempre rolavam altas caravanas de maringá para ver os shows da região e era tudo muito divertido e valia a pena. o fotolog também bombava nesses tempos.

bom, eu saí da banda porque eu tava precisando de dinheiro e tocando nela eu ficava cada vez mais pobre. faltava grana pra pagar estúdio de ensaio, grana pra viajar, grana pra pagar prestações da guitarra (que eu acabei tendo que devolver, que vergonha), grana pra gravar, e as vezes até grana pra beber no meu próprio show. um dia eu cheguei a pedir dinheiro emprestado pra comprar uma palheta, foi humilhante. eu lembro também que uma vez a gente tocou em um certo bar da cidade e a menina que trabalhava lá disse que a gente tinha direito a 1 (um) COPINHO DE ÁGUA CADA de consumação (wooooooo-hooooooooooooooooool).

eu nunca esperei ESTOURAR com a banda e ficar rico ou famoso, não tem nada a ver com isso, mas é que certas coisas começaram a falar mais alto e o peso da vida responsável e digna me fez sair da banda (que na real era só um passatempo e nunca foi minha profissão) e me mudar pro rio de janeiro pra ir trabalhar lá. fiquei 4 meses, não arrumei nada e voltei mas isso já é outra fita.

nossa, é verdade! o que DAG NASTY tem a ver com tudo isso? o que que eu tô fazendo aqui metralhando letras sem parar e fugindo da proposta do blog? naguinho tá achando que isso aqui é diário de adolescente. me desculpem, amigos, eu só queria "conversar".

klebertattoo diz: é aceitável, é esclarecido, é prazeroso...

me empolguei porque vou comprar uma guitarra em breve, já intimei um povo pra tocar e acho que vai rolar montar uma banda. só que não vai ser hard-core. hoje em dia eu até escuto alguma coisa (tipo garage fuzz, não dá pra enjoar) só que sei lá, hardcore é muito "coisa de moleque", como diria um amigo meu. tô com outras piras agora e acho que é normal, tudo é fase com todo mundo.

quando eu comecei a digitar aqui eu só queria dizer que esse "minority of one" foi um cd que eu ouvi muito e que, é claro, vale escutar até hoje e lembrar daquele tempo de molecagem faceira, que na real se passaram apenas há alguns anos atrás e no fundo no fundo continuam até hoje, ainda bem. esse era um cd tipo aqueles assim (pra quem toca): pluga a guitarra, aperta o play no rádio e vai tocando ele do começo ao fim, sabe? sou cheio de querer fazer isso, lol.
tô com preguiça de ficar elogiando/inventando coisas pra quem não conhece essa banda ler, gostar e baixar. se quiser a porra do link tá aí, mermão.
"sou punkrockhardcore nessa porra, teu arrombado",

MINORITY OF ONE (2002)

3 comentários:

menino de rua disse...

Porra, Paulão. Nostalgia. Putz, nostalgia. Nossa! Nostalgia. E... Profuuuuundo pacarai.

menino de longe disse...

.Tem que sê PUNK NESSA POHA, FILHO DA PUTA!

João disse...

lindo demais