3 de out de 2009

Maligno. Cabreiro.



Strokes e Franz Ferdinand são bandas com trajetórias parecidas. Ambas eram apontadas na primeira metade da década como a salvação do rock, e isso fazia todo o sentido -- já que os álbuns de estréia das duas (2001 e 2004, respectivamente) justificavam todas as expectativas então criadas. Os migos de NY e os camaradinhas de Glasgow também marcavam presença pelos figurinos característicos -- os primeiros, desleixados de boutique, e os segundos, almofadinhas até o talo -- e pelas performances competentes nos palcos. Especialmente o Franz Ferdinand mostrava-se como uma banda simpática, não só pelo nome forte e inteligente, mas também pelas referências às teorias conspiratórias e pelo bom gosto presente nos vídeos, cartazes e nas capas de seus CDs. Mas o que mais aproxima os dois grupos é o fato das supostas "salvações do rock", após suas excelentes estréias, terem lançado um álbum mais chato que o outro.

O último do FF (não tô falando do Foo Fighters), disponível no link aí em baixo, está cheio de bases eletrônicas muito chatas e a banda, pelo menos nesse CD, perdeu os riffs característicos, assim como a "cozinha" simples e dançante. É triste, mas tanto a religião como a música eletrônica, chata e de má qualidade, realmente dominaram o mundo. E, pelo jeito, nem as raras bandas boas que tinham mais espaço no mainstream escaparam dessa peste maligna.

Ou eu estou ficando muito velho, ou, com exceção de "Live Alone", que só aparece lá no meio do CD, esse álbum é chato pra caraleo. Cabreiro. Maligno.



Um comentário:

Maria Lígia disse...

Super concordo!! mesmoo!! As duas bandas em seus primeiros albuns prometiam .. não cansava de ouvir os dois albuns - embora em momentos diferentes da minha vidinha... o triste foi aguardar pelos segundos e ver que a coisa já não tava tãoboa assim... pena ...