18 de mai de 2010

Saudosismo!



Era o ano de 2003, eu acabara de fechar meu ciclo para com o ensino médio e me via "livre", de uma tal maneira, da vida de "estudos". Foi então que, em uma bela manhã, no Platão, fui apresentado, pelo Magrelo, ao Gutão e seu boné trucker marrom, que todo mundo achava ridículo, mas que passados alguns tempos, todos queriam um igual. Pois então, com o Marialvense, chegou junto uma banda carioca, desconhecida por todos até aquele instante: Noção de Nada. Poha, mudou minha vida. Dei um tempo com a pira "Skater-Rapper-Ragga" e comecei - começamos: Me and Tha Gang - a me aprofundar mais nesse quesito. Foram chegando, naturalmente, Reffer, Dead Fish, Rufio, The Used, Hot Water Music, The Get Up Kids, Alexisonfire, No Fun At All, Pennywise, Discoteque, Deluxe Trio, Street Bulldogs, Aditive, Finch e mais uma porrada de bandas. Agora, vocês da época devem se perguntar: Tá faltando uma ai no meio, e uma bem importante. De todas as citadas, existe ali um rótulo, uma identificação. Pode falar Hardcore Melódico, Emo, Screamo e todos essas coisas manjadas, mas essa outra, única, essa não tem como deslocá-la a um "estilo". Na verdade, até tem: Para mim seria um rótulo bem sutil, escrito em Helvetica, nas cores Marrom, Azul Claro e Branco. Ou mais crua, intensa: Branca, Preta e Vermelha, bem detalhado. Seu disco "Ao Vivo" foi a melhor gravação da história das gravações nacionais. Hoje é difícil existir no cenário brasileiro uma banda no qual seus integrantes são músicos de verdade, sem aquela coisa de estrelato medíocre a lá Forfun e derivados. Tenho saudades de quando tudo era novidade e que tudo se voltava a amizade: andar a pé, ficar fumando e tomando Coca no Aspen, fazer guerra de lixo voltando pra casa, ir aos shows em chácaras e não estar se importando com o show do Maskavo Roots ao fundo, só pelo fato de estarem todos juntos, em um escort verde, bebendo e rindo sem parar. Digo isso tudo, por que se não fosse assim, se eu não tivesse encontrado todos esses sons, toda essa alegria mesmo, eu não seria como sou hoje e não teria tanta saudade das amizades que cultivei graças a todas elas (bandas), mas principalmente a ti: Garage Fuzz, meu amor.



2 comentários:

Raoni disse...

na real as coisas mudaram de verdade, e saudade de um determinado espaço-tempo onde tudo fazia sentido acaba sendo uma coisa vaga demais.
toda vez que tento revisitar uma época legal assim, acabo tomando no cu e meus amigos do esgoto agora trabalham com design.
dear cinnamon tea continua igual e já não é mais a mesma coisa.

menino de longe disse...

."dear cinnamon tea continua igual e já não é mais a mesma coisa."

_não é a mesma coisa em alguns momentos e revisitar épocas legais é pra tomar no cu mesmo, ainda mais se tudo o que tu mais preservava te deixa pra trás de alguma maneira.